Arte, literatura e música
Instituto Camões promove evento nesta quarta-feira que contará com André Cerino
Um dos mais fecundos artistas plásticos da capital brasileira, André Cerino (foto), abre mostra de trabalhos em acrílica e esculturas na Embaixada de Portugal. Também será autografado o livro A Saúde da Água para o Vinho, e será lançado em Brasília o vinho Monte Paschoal. Tudo isso ao som do grupo Sai da Frente.
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O artista plástico André Cerino inaugura a individual 25 Anos de Arte, às 20 horas desta quarta-feira 28, no Centro Cultural do Instituto Camões, na Embaixada de Portugal, no Setor de Embaixadas Sul (SES), Avenida das Nações, Quadra 801, Lote 2. A exposição permanecerá aberta até 5 de novembro, das 9 às 17 horas.
Será também autografado o livro A Saúde da Água para o Vinho (Thesaurus Editora, Brasília, 2009, 205 páginas), do dr. Marcio Bontempo, com prefácio do poeta e jornalista Heitor de Andrade, e lançado em Brasília o vinho Monte Paschoal, premiado com duas medalhas de ouro de qualidade, na décima-sétima edição da Avaliação Nacional de Vinhos, Safra 2009.
Ainda, o evento contará com a apresentação do grupo Sai da Frente: Victor, Angéleas, Vinícius Vianna e Eduardo Júnior, membros do Clube do Choro.
Sobre o artista
André Cerino está completando 25 anos como artista plástico, de modo que sua exposição, 25 anos de Arte, reunirá trabalhos em acrílica, de diversas fases da sua pintura, e esculturas. Cerino é um dos mais produtivos artistas brasilienses. Pintor, escultor, cartunista, chargista, ilustrador, artista gráfico e web designer, nasceu no Recife, a fovista capital de Pernambuco, em 10 de setembro de 1964. Em 1983, aos 19 anos, mudou-se para Brasília. Nos últimos 25 anos, além de se dedicar à pintura, tem ilustrado livros, jornais e revistas.
É autor das capas de três livros de Ray Cunha: O Lugar Errado (Editora Cejup, Belém, 1996, romance), Trópico Úmido (edição do autor, Brasília, 2000, contos) e O Casulo Exposto (LGE Editora, Brasília, 2008, contos), título que está no mercado, à venda nas lojas e sites das redes de livrarias Saraiva, Cultura e Leitura.
O artista já participou de várias exposições individuais e coletivas, e de salões de arte e de humor no Brasil e no exterior. Nos anos de 1980, foi destaque nas 90 horas de pintura contemporânea, a maior maratona de artes plásticas realizada no país.
Entre os prêmios que já ganhou como cartunista, destacam-se: Menção Honrosa no III Salão de Humor de Minas Gerais, segundo lugar no IV Salão de Humor de Minas Gerais, Menção Honrosa no II Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos (Unacon), terceiro e primeiro lugarares do júri popular no III Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos e primeiro lugar no V Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos.
Cerino também tem trabalhos publicados no Catalogue from III International Satirical Contest - Karpik 2005/Niemodlin-Polônia. Como artista plástico, entre vários prêmios e menções honrosas que ganhou, destaca-se o primeiro lugar no III Salão Nacional de Artes Plásticas do Iate Clube, Brasília-DF. Também é premiado em concursos de logomarcas e campanhas publicitárias.
"Quando estou diante de uma tela em branco fico imaginando que ela é a cortina de um teatro e que será aberta a qualquer momento, e eu, como artista e espectador, espero ser surpreendido pelo que vou ver. Minha ansiedade é tanta que fecho os olhos para imaginar o que virá por trás daquela lona. Como espectador, fico torcendo para que seja uma coisa maravilhosa e que possa transformar o meu estado de humor e trazer algo de bom para a minha vida. Como artista, procuro desorganizar o pensamento e improvisar os movimentos, que fogem ao meu controle. Não sei exatamente o que vou fazer, simplesmente busco o novo, intuitivo. Isso porque, quando há um planejamento, perde-se a surpresa. E necessito da surpresa para produzir a minha arte. A cortina se abre; começa, então, o diálogo. Muitas vezes, o espectador se encontra diante da obra com um olhar intrigante, questionando e tentando encontrar comparações com as imagens do mundo real. À medida que olha para o quadro mais de uma vez não existe mais aquela surpresa, mas a cumplicidade, pois as imagens captadas pelos olhos começam a fazer parte do universo da pessoa. Da mesma forma, quando outro espectador olhar o trabalho pela primeira vez também será surpreendido" - expressa o pintor.
E arremata: "Tento causar esse estranhamento com a minha arte, mantendo um constante diálogo com o público. Não conduzo a arte, deixo que ela me conduza. Nesse processo, eu me considero tão espectador quanto criador. O que não é mais novo para mim será novo para quem nunca viu aquela obra. Fiquei surpreso com Guernica, de Pablo Picasso, mesmo sabendo que milhões de pessoas já a tinham visto. A guerra é uma horrível criação humana, mas o que vi naquela obra não era guerra: Picasso pintou a dor. Mesmo o que conhecemos pode ser novo, dependendo da nossa imaginação. O olhar sobre as coisas é o que nos diferencia uns dos outros. Criar é a mais sublime das capacidades humanas. Quando criamos, damos a nós mesmos a medida da nossa existência. Diante de uma criação, o homem não vê o criador, mas a si mesmo. Todo homem é capaz de criar e dar à sua criação a importância que merece, desde que canalize suas idéias para um bem comum e que deixe de lado seus preconceitos sobre as coisas que existem. Minhas obras não me pertencem. Pertencem a todos os que buscam, através do olhar, a liberdade de ver o mundo com olhos de criança".
Será também autografado o livro A Saúde da Água para o Vinho (Thesaurus Editora, Brasília, 2009, 205 páginas), do dr. Marcio Bontempo, com prefácio do poeta e jornalista Heitor de Andrade, e lançado em Brasília o vinho Monte Paschoal, premiado com duas medalhas de ouro de qualidade, na décima-sétima edição da Avaliação Nacional de Vinhos, Safra 2009.
Ainda, o evento contará com a apresentação do grupo Sai da Frente: Victor, Angéleas, Vinícius Vianna e Eduardo Júnior, membros do Clube do Choro.
Sobre o artista
André Cerino está completando 25 anos como artista plástico, de modo que sua exposição, 25 anos de Arte, reunirá trabalhos em acrílica, de diversas fases da sua pintura, e esculturas. Cerino é um dos mais produtivos artistas brasilienses. Pintor, escultor, cartunista, chargista, ilustrador, artista gráfico e web designer, nasceu no Recife, a fovista capital de Pernambuco, em 10 de setembro de 1964. Em 1983, aos 19 anos, mudou-se para Brasília. Nos últimos 25 anos, além de se dedicar à pintura, tem ilustrado livros, jornais e revistas.
É autor das capas de três livros de Ray Cunha: O Lugar Errado (Editora Cejup, Belém, 1996, romance), Trópico Úmido (edição do autor, Brasília, 2000, contos) e O Casulo Exposto (LGE Editora, Brasília, 2008, contos), título que está no mercado, à venda nas lojas e sites das redes de livrarias Saraiva, Cultura e Leitura.
O artista já participou de várias exposições individuais e coletivas, e de salões de arte e de humor no Brasil e no exterior. Nos anos de 1980, foi destaque nas 90 horas de pintura contemporânea, a maior maratona de artes plásticas realizada no país.
Entre os prêmios que já ganhou como cartunista, destacam-se: Menção Honrosa no III Salão de Humor de Minas Gerais, segundo lugar no IV Salão de Humor de Minas Gerais, Menção Honrosa no II Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos (Unacon), terceiro e primeiro lugarares do júri popular no III Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos e primeiro lugar no V Salão de Humor sobre a Fiscalização dos Gastos Públicos.
Cerino também tem trabalhos publicados no Catalogue from III International Satirical Contest - Karpik 2005/Niemodlin-Polônia. Como artista plástico, entre vários prêmios e menções honrosas que ganhou, destaca-se o primeiro lugar no III Salão Nacional de Artes Plásticas do Iate Clube, Brasília-DF. Também é premiado em concursos de logomarcas e campanhas publicitárias.
"Quando estou diante de uma tela em branco fico imaginando que ela é a cortina de um teatro e que será aberta a qualquer momento, e eu, como artista e espectador, espero ser surpreendido pelo que vou ver. Minha ansiedade é tanta que fecho os olhos para imaginar o que virá por trás daquela lona. Como espectador, fico torcendo para que seja uma coisa maravilhosa e que possa transformar o meu estado de humor e trazer algo de bom para a minha vida. Como artista, procuro desorganizar o pensamento e improvisar os movimentos, que fogem ao meu controle. Não sei exatamente o que vou fazer, simplesmente busco o novo, intuitivo. Isso porque, quando há um planejamento, perde-se a surpresa. E necessito da surpresa para produzir a minha arte. A cortina se abre; começa, então, o diálogo. Muitas vezes, o espectador se encontra diante da obra com um olhar intrigante, questionando e tentando encontrar comparações com as imagens do mundo real. À medida que olha para o quadro mais de uma vez não existe mais aquela surpresa, mas a cumplicidade, pois as imagens captadas pelos olhos começam a fazer parte do universo da pessoa. Da mesma forma, quando outro espectador olhar o trabalho pela primeira vez também será surpreendido" - expressa o pintor.
E arremata: "Tento causar esse estranhamento com a minha arte, mantendo um constante diálogo com o público. Não conduzo a arte, deixo que ela me conduza. Nesse processo, eu me considero tão espectador quanto criador. O que não é mais novo para mim será novo para quem nunca viu aquela obra. Fiquei surpreso com Guernica, de Pablo Picasso, mesmo sabendo que milhões de pessoas já a tinham visto. A guerra é uma horrível criação humana, mas o que vi naquela obra não era guerra: Picasso pintou a dor. Mesmo o que conhecemos pode ser novo, dependendo da nossa imaginação. O olhar sobre as coisas é o que nos diferencia uns dos outros. Criar é a mais sublime das capacidades humanas. Quando criamos, damos a nós mesmos a medida da nossa existência. Diante de uma criação, o homem não vê o criador, mas a si mesmo. Todo homem é capaz de criar e dar à sua criação a importância que merece, desde que canalize suas idéias para um bem comum e que deixe de lado seus preconceitos sobre as coisas que existem. Minhas obras não me pertencem. Pertencem a todos os que buscam, através do olhar, a liberdade de ver o mundo com olhos de criança".
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